No dia 24 de fevereiro, celebramos um marco histórico para a democracia brasileira: a conquista do voto feminino. Há 93 anos, por meio do Decreto nº 21.076, as mulheres passaram a ter garantido o direito de votar e serem votadas, consolidando um importante avanço na participação política no país.

Desde o início do século XX, mulheres brasileiras organizaram uma forte mobilização em prol do sufrágio feminino, inspiradas pelos movimentos sufragistas internacionais e pela busca por participação política plena. Essa luta envolveu décadas de articulação, reivindicação de direitos e enfrentamento de barreiras sociais que negavam às mulheres o reconhecimento como cidadãs plenas. Entre as pioneiras desse movimento estiveram educadoras e ativistas que desafiaram leis que, até então, excluíam as mulheres do processo eleitoral.

No Brasil, a mobilização ganhou força em clubes, associações e grupos feministas que defendiam não apenas o direito ao voto, mas também igualdade de direitos civis e sociais. Personalidades como Bertha Lutz, líder da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, lutaram incansavelmente por décadas para que o sufrágio feminino fosse reconhecido.

Essas articulações culminaram no Decreto nº 21.076 de 24 de fevereiro de 1932, que, pela primeira vez na história do país, garantiu às mulheres o direito de votar e serem votadas, ainda com algumas restrições iniciais.

Resgatar essa trajetória é reconhecer o protagonismo das mulheres que vieram antes e reafirmar a importância de seguir avançando na construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.