No final do século XIX e início do século XX, com a industrialização, milhares de mulheres passaram a trabalhar em fábricas, muitas vezes em condições precárias, com jornadas exaustivas, baixos salários e sem qualquer proteção trabalhista.
- Redução da jornada de trabalho
- Salários justos
- Direito ao voto
- Melhores condições de trabalho
- Fim da exploração e da violência
No Brasil, a luta das mulheres também tem uma trajetória longa e marcada por importantes conquistas sociais e políticas.
Ainda no início do século XX, mulheres brasileiras começaram a se organizar em movimentos sociais e associações para reivindicar direitos civis e políticos. Uma das principais bandeiras era o direito ao voto, conquistado em 1932 durante o governo de Getúlio Vargas, quando foi instituído o Código Eleitoral que garantiu às mulheres brasileiras o direito de votar e serem votadas.
Entre as pioneiras desse movimento destacou-se a bióloga e ativista Bertha Lutz, uma das principais lideranças do feminismo no país. Ela participou da fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e teve papel fundamental na defesa da igualdade de direitos entre homens e mulheres.
A partir das décadas de 1960 e 1970, novos movimentos feministas ganharam força no país, ampliando a luta para além do direito ao voto e defendendo pautas como:
- igualdade no mercado de trabalho
- combate à violência contra a mulher
- direitos reprodutivos
- participação política
- igualdade salarial
Durante o processo de redemocratização do país, nos anos 1980, o movimento de mulheres teve participação ativa na elaboração da Constituição Federal de 1988, que consolidou diversos direitos e garantias fundamentais para a igualdade entre homens e mulheres.
Nas décadas seguintes, importantes avanços legais foram conquistados, como a Lei Maria da Penha, criada para combater e prevenir a violência doméstica, e a Lei do Feminicídio, que reconheceu o assassinato de mulheres por razões de gênero como crime hediondo.
Um símbolo de luta permanente
Ao longo do tempo, o 8 de março tornou-se um símbolo global de mobilização e reflexão. Mais do que uma data comemorativa, o Dia Internacional da Mulher representa a resistência histórica das mulheres na busca por justiça, respeito e igualdade.
No Brasil e no mundo, a data reforça a importância de enfrentar desafios que ainda persistem, como:
- a violência de gênero
- o feminicídio
- a desigualdade salarial
- a sub-representação política
- o racismo e outras formas de discriminação
Celebrar o Dia Internacional da Mulher é reconhecer as conquistas obtidas, honrar a luta das mulheres que vieram antes e fortalecer o compromisso coletivo com uma sociedade mais justa, democrática e igualitária.

Izaura Pimenta
Ana Cláudia Mota